segunda-feira, 8 de maio de 2017

Gratidão e Felicidade


Hoje faz 15 anos que minha mãe não está mais entre nós fisicamente. E ao invés de tristeza, o sentimento que inunda o meu coração é o da gratidão. Gratidão aos céus por ter compartilhado 25 anos com uma pessoa tão pura. Pessoa que insistiu que seus filhos fossem à igreja com ela, mesmo quando eles achavam que não havia necessidade por que poderiam “rezar em casa.” Graças à persistência dela hoje conheço o verdadeiro sentido da vida. Mesmo reconhecendo serem palavras duras, quando ela dizia: ” - Quem não vive pra servir, não serve pra viver”, sei que é a mais pura realidade. Minha memória está repleta de momentos maravilhosos que passamos juntas: desde quando era pequena e sentada em seu colo no banquinho de azulejos da cozinha dos fundos, eu a abraçava até quando ela me esperou na porta da maternidade com meu primeiro filho nos braços sem que eu soubesse o que fazer. Que oportunidade maravilhosa Deus me deu de conviver com aquela santa mulher! Gratidão. Gratidão e felicidade.
Fernanda

Dia das mães

Algumas coisas na vida da gente, por alguma razão, acabam marcando mais do que outras. Tenho uma lembrança muito nítida de uma tarde que acordei, depois de cochilar no sofá da sala, e não achei minha mãe em casa. Procurei em todos os cômodos e nada. Os minutos foram passando e aquela situação foi me dando um certo pânico. Comecei a telefonar para algumas pessoas, perguntando se sabiam onde ela estava. Depois de 15 minutos, minha mãe entrou pela porta da sala e deparou-se comigo, em prantos, folheando a agenda telefônica dela. Nessa época, em que eu deveria ter uns seis anos, a simples ausência da minha mãe era motivo para que eu entrasse em desespero.
Depois dessa fase de completa dependência, lembro de outro dia que fui para a escola, que era a poucas quadras de casa, na garupa da bicicleta dela. Eu, pré-adolescente, pedi para que me deixasse na esquina. Quando eu percebi que ela ia seguir adiante e parar em frente à escola, eu pulei da bicicleta, me jogando na calçada. Sujei-me toda na grama molhada e cheia de barro e claro, ralei meus cotovelos e joelhos. A criatura prefere chegar à escola suja e sangrando do que aparecer na frente dos colegas na garupa da bicicleta da mãe.
Eu sentia vergonha. Beijos e abraços na frente dos amigos, nem pensar! Esse sentimento intensificou-se ainda mais, a ponto de eu só apresentá-la como minha mãe quando levava alguém para estudar comigo na mesa da cozinha, aí não tinha outro jeito. Namorado, então, ela só conheceu aquele que veio a ser o meu marido e mesmo assim, alguns meses antes de eu me casar. Vergonha dela. Eu tinha muita vergonha.
Quando engravidei do primeiro filho, notei que já não pensava mais da mesma forma. A mulher amadurece assim que recebe o exame de gravidez positivo. Ela deixa de comprar aquela bolsa de grife para comprar roupinhas para o bebê. Ela já vira mãe desde o primeiro momento da notícia.
Durante a gravidez, passei a olhar minha mãe com outros olhos. Comecei a imaginar que ela também sentiu os enjôos e as câimbras que eu estava sentindo, quando engravidou e que também me carregou no ventre durante nove meses e passou pelas dores do parto e depois dele, sem nunca ter reclamado nada pra mim. Passei a dar mais valor a ela.
Quando o bebê nasceu, durante a licença à maternidade (só nessa ocasião descobri por que se chama licença: é por que a mulher pede licença para afastar-se temporariamente do mundo para assistir ao bebê 24 por dia, sem descanso aos finais de semana e feriados) passei a idolatrar minha mãe, sentimento diferente de quando eu era pequena e dependente dela, mas tão forte quanto aquele.
Hoje, aproveitando a ocasião do dia das mães, eu queria dizer: _ mãe, obrigado por me amamentar e deixar sua vida de lado até que eu começasse a andar! Obrigado por me dar sua mão e me segurar para eu não cair até eu firmar os passinhos! Obrigado por me ensinar as primeiras palavras. Obrigado por ter a paciência de me trocar às vezes em que acordei de madrugada assustada e fiz xixi na cama. Obrigado por tentar me ensinar a fazer aquela lição de casa de matemática que não entrava na minha cabeça. Obrigada por me levar na marra para a igreja. Obrigada pelos conselhos que me deu a vida toda e me perdoe por não ter ouvido quase nenhum.  

 Hoje eu não tenho mais a minha mãe ao meu lado. Ela está no único lugar onde anjos como ela pode estar: ao lado de Deus, lá no céu, mas sei que lá de cima ela está me ouvindo: Você continua fazendo parte da minha vida, por que está em meus pensamentos e orações todos os dias, não me esqueço de você um dia sequer. Obrigado, mãe. Te amo muito. Feliz dia das mães!

Fernanda 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Abraço Mágico

O abraço do meu pai tem um poder todo especial.
Ele me diz coisas. Muitas coisas. Coisas que posso ouvir.
Ele aprova minhas mais loucas idéias.
Ele aceita minhas excêntricas vontades.
Abranda meus anseios. Inspira coragem. 
Sussurra tranquilidade. Transborda esperança.
É como acordar e ver o céu ensolarado: consigo pensar que tudo vai dar certo. E sempre deu.
No momento daquele abraço, todos os meus medos vão embora. Hoje o medo mudou do bicho papão para o medo de não saber educar meus filhos, mas o efeito do abraço continua o mesmo.
Abraço mágico...
Vindo de um pai que sempre tirou coelhos da cartola pra me fazer sorrir quando eu não estava conseguindo. Por isso eu o amo tanto. Por isso e por muitos outros motivos também.
Feliz dia dos pais, meu querido mago!

Fernanda Andrade Pessoa

quinta-feira, 29 de março de 2012

Parabéns, mãe!

Gosto de lembrar o dia de seu nascimento. Comemoro ainda. 29 de março de 1950. Linda data. Soa-me muito bem. O dia da morte fiz questão de esquecer, apesar de entender a importância da passagem para o outro mundo. Lembro que algumas pessoas questionaram a respeito de sua felicidade quando ela se foi.  _ “Por que isso foi acontecer? Ela tinha tudo!” Tinha mesmo, graças a Deus. Ao longo de sua vida, ela conquistou coisas que a maioria das mulheres almeja: um marido carinhoso e prestativo, filhos saudáveis, conforto, estabilidade, respeito das pessoas, muito amor da sua família e já tinha até dois netinhos. Poderia estar freqüentando clínicas de estética, visitando joalherias, mas ela preferia enfeitar a árvore de Natal e participar da pastoral da acolhida nas missas. Era feliz assim. Muito feliz, por sinal. Nunca a vi reclamando de nada. Às vezes gostaria de parecer mais com ela nesse sentido. Uma pessoa bem humorada e de bem com a vida. Ela teve tudo. Só não teve tempo de perceber que estava doente. Hoje gostaria que ela tivesse tido tempo de ver que o “nosso bebê” virou um grande homem e que ficou ainda mais lindo de terno no dia do seu casamento. Sei que ela sentiria emoção ainda maior a que eu senti vendo-o entrar na igreja naquele dia. Se ela tivesse tido tempo, veria que seu “velho” está ainda mais charmoso agora, aos 70 anos. Se tivesse dado tempo, estaria muito contente ao ver que tem um neto de cabelos encaracolados. Poderia morder as bochechas da molecada. Poderia assistir a bisa, sua grande companheira, sendo homenageada aos 93 anos de idade. Mesmo não estando fisicamente aqui conosco, está presente em meus pensamentos todos os dias, em especial no dia de hoje. Parabéns minha querida mãe, Maria Helena, pelo aniversário e pela pessoa que representa na vida de todos nós que a amamos eternamente. Saudade.

Fernanda

terça-feira, 25 de outubro de 2011

José Josino de Andrade Neto

Primeiro filho do casal José e Antonieta, o qual foi chamado carinhosamente de “filho do amor”. Nasceu em 1941 na cidade de Botucatu, mas foi em Assis, também interior do estado de São Paulo, que viveu com seus pais e outros quatro irmãos: Pedro, Maria Antonieta, Antonio e Eloáh. E foi nessa mesma cidade que ele cresceu, trabalhou desde muito jovem e apaixonou-se pela moça mais linda de todas. Quando ela passava, ele dizia para quem quisesse ouvir: “_Essa moça ainda vai ser a minha esposa!” E como as palavras têm força, o universo conspirou a seu favor e em 15 de janeiro de 1972 o fato consumou-se e Maria Helena Bertão casou-se com José Josino em uma linda cerimônia.

Logo os dois viraram três, com a chegada da pequena Maria Carmem ao mundo e também surgiram novas oportunidades de crescimento profissional. Não deve ter sido fácil mudar de cidade atrás do sustento da nova família, mas a coragem foi proporcional ao amor que ele tinha por ela.

Destino: Campo Grande. Grande mesmo... com espaço para bastante dúvidas, medo do desconhecido, poucos conhecidos e quase nenhum amigo. Contudo, a família estava sempre lá: quando ele chegava de um dia inteiro de trabalho, encontrava mãe e filha cheirosinhas na casa sempre brilhando, esperando por ele para o jantar. Mais dois filhos, desta vez sul-mato-grossenses, nasceram do casal: Fernanda e José de Andrade Neto. Casal maravilhoso que sempre nos deu os melhores exemplos de vida simplesmente podendo observar a vida deles durante 25 anos em que houve muita alegria, muita comemoração em família e grandes amizades foram formadas. Há nove, temos junto conosco, somente um do casal, mas que durante esses mesmos anos tem feito o papel de pai e mãe. Pãe: temos orgulho de termos herdado seu sobrenome e não foi só isso, herdamos também seu jeito de ser, a maneira como fomos criados, algumas formas de enxergar as coisas, algumas manias e até o seu time do coração. Temos orgulho de ser ANDRADE como você, o que para nós significa ter as qualidades que você tem.

Desejamos que ao completar esses 70 anos de vida, você possa olhar para trás e achar que valeu a pena cada atitude, cada decisão que tomou, cada dia de vida e que não tenha grandes arrependimentos. Pra nós, sua família, vale muito a pena cada segundo ao seu lado e desejamos comemorar muito mais aniversários seus juntos. Amamos você. Que Deus te abençoe sempre.

Um beijo grande dos seus filhos e netos que te amam.

Fernanda Berton






quarta-feira, 30 de março de 2011

Ele escolheu o dia


Ao completar a 38° semana de gestação, começamos a pensar sobre o dia do nascimento do bebê. Na consulta da semana, a obstetra já falava em marcar uma data para fazer o parto (normal é marcar o dia e fazer uma cesariana). Sendo assim, iniciou-se uma pequena discussão para escolher tal data, pois a médica queria marcar um dia que lhe era conveniente, eu estava pensando em numerologia e o pai do bebê gostaria que ele nascesse em um final de semana... porém, acabamos cedendo e marcando no dia que o hospital escolhido tinha vaga para nos receber, que seria em uma quinta-feira. Mas não adiantou ficar fazendo planos, pois na madrugada de segunda para terça-feira, a bolsa amniótica rompeu-se e tivemos que correr para o hospital. Matheo acabou vindo ao mundo algumas horas depois, no dia que ele mesmo escolheu: 08 de Fevereiro de 2011. Seja bem-vindo, meu querido!

Fernanda Berton




quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vestido Tarcio Malta



Na primeira foto, eu, vestida de "Tarcio Malta", na estréia da peça de minha autoria: "Não Precisa Mudar", acompanhada do meu marido, Mayke.
Na outra, Natália Guimarães, ex miss Brasil, usando o mesmo vestido, acompanhada do estilista Tarcio Malta, clicada para a capa de uma revista de noivas.
Mais uma vez, Tarcio, obrigada pela confiança!

Fernanda Berton